Erasmus+

BookPals@schools.eu

Portugal

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Projeto Erasmus+ BookPals@schools.eu

O projeto BookPals@schools.eu é uma parceria estratégica Erasmus+ que envolve seis países – Portugal, Chipre, Croácia, Hungria, Polónia e Turquia – na promoção de hábitos de leitura através da dinamização de atividades transversais ao currículo.

Alunos e professores têm, desta forma, a oportunidade de conhecer e explorar o património literário de cada um dos países participantes.

O primeiro encontro transnacional decorreu na Croácia, em outubro de 2016. Em dezembro, realizou-se a primeira mobilidade com alunos, em Budapeste. Em março de 2017, as atividades decorreram na Polónia. Dois meses mais tarde, os professores deslocaram-se ao Chipre para participarem em diversos eventos de formação.

As atividades desenvolvidas incluíram a edição de livros e posters sobre a história, mitos e lendas de cada país, concursos de leitura e tradução, e visitas a locais paradigmáticos, como a biblioteca da Abadia de Pannonhalma, na Hungria, património mundial da UNESCO.

A mobilidade em Portugal está agendada para março de 2018.

 

 

Požega, Croácia 2017

Aterramos em Zagreb num domingo à tarde, após doze horas de viagem, com passagem por três aeroportos. O tempo está quente e o dia inesperadamente luminoso. A meio da tarde, chegamos a Požega, onde as famílias nos aguardam.

No dia seguinte, os alunos são recebidos na escola e conhecem a cidade. Há um monumento com um significado particular, dedicado aos jovens que morreram durante os confrontos com a Sérvia. As datas impressionam: Ivan Crnjac, 1974-1991; Milan Skeja, 1974-1994. «Quando somos jovens e nos dão ordem para combater, não nos questionamos; cumprimos,» constata um dos alunos croatas que percorre connosco as ruas da cidade. Požega é pequena, tranquila, ladeada de verde, situada no coração de uma região agrícola.

No segundo dia, enquanto os professores participam numa formação sobre literacia visual, os alunos pintam vinte e uma telas para ilustrar o cartaz oficial da peça que irão representar na sexta-feira. Os ensaios decorrem diariamente, na escola.

A meio da semana, regressamos a Zagreb. A visita à cidade inicia-se na biblioteca nacional, seguida de um workshop no Cekate: Centar za kulturu Trešnjevka. Trinta e dois alunos sobem ao palco, soltam a voz, tornam-se visíveis, perdem inibições. Em seguida, percorremos a cidade. Adam, o guia, possui um sentido de humor muito apurado. Conta-nos que Zagreb já foi considerada a capital mais aborrecida da Europa.

Na quinta-feira, os ensaios decorrem no teatro municipal, em Požega, com workshops de arte no exterior. Ao jantar, recitam-se poemas nas línguas nativas. «You are my European family,» afirma Nikola, um aluno cipriota, antes da leitura do poema que escreveu e que a professora traduz para inglês. A noite termina com canções entoadas em uníssono e as nacionalidades fundem-se numa noite de outono.

No último dia de atividades, quatro grupos mistos de alunos representam a peça de cinco minutos, no teatro municipal: Good morning teacher, de Dean Lundquist. O mesmo texto, quatro encenações distintas. O resultado é impressionante. No final, o público elege a sua atuação preferida.

Sábado à tarde, a seguir ao almoço, inicia-se a viagem de regresso. A Sofia avalia, numa frase, a quarta mobilidade do projeto BookPals@schools.eu: «É uma pena ser só uma semana.»

No aeroporto, em Zagreb, cruzamo-nos com a equipa de futebol da Croácia. Tiramos fotografias com os jogadores. A mobilidade continua a proporcionar-nos encontros inesperados.

 

 

Lubartów, Polónia 2017

Finais de março. A cidade ainda respira a inverno, apesar de termos saído de Portugal na primavera. No exterior, estão cerca de 4º. O frio é seco, mas suportável. No interior dos edifícios, o conforto é total. A escola tem 670 alunos e 64 professores. A cada professor está atribuída uma sala. Não há subsídio estatal para os casos de carência, são os professores e o governo local quem assegura as refeições escolares a alunos com dificuldades económicas. Os exames de acesso à universidade realizam-se durante o mês de maio e os resultados são publicados em junho.

No segundo dia de mobilidade, após as apresentações dos trabalhos, assistimos a uma das tradições escolares: um jogo de voleibol entre alunos e professores. O imenso pavilhão desportivo enche-se de movimento, palmas e música. A rádio escolar é imparável durante os intervalos. De tarde, visitamos o palácio Zamoyskich, construído no século XIX, o único que mantém o recheio original da época.

No terceiro dia, o destino é Varsóvia. A capital situa-se a cerca de 170 quilómetros de Lubartów. O país é vasto e percorremos grandes distâncias por estradas nacionais que atravessam planícies. Chove e o dia está uniformemente cinzento. Não há quaisquer vestígios da chegada da primavera.

Em Varsóvia, começamos por visitar a biblioteca nacional. A primeira instituição deste género, na Europa, foi fundada pelos irmãos Załuski, em 1747. No palácio Krasinski, edificado no século XVII, estão guardados os documentos mais antigos, entre os quais uma cópia do Velho Testamento, datada do século XIII.

Quarto dia de mobilidade. À hora do almoço, no conforto de uma sala de jantar sobreaquecida, preparamo-nos para visitar Lublin. De manhã, os professores compararam os seus sistemas educativos e os alunos apresentaram obras atuais baseadas em clássicos. Em Lublin, durante a tarde, há uma ameaça de chuva que só se concretiza no nosso regresso. Durante a Segunda Grande Guerra, a cidade foi o quartel-general alemão da Operação Reinhard, que tinha por objetivo exterminar os judeus na Polónia ocupada.

Último dia de mobilidade. Após as atividades na escola e uma tarde amena, os professores reúnem-se para jantar na sala do hotel enquanto os alunos se despedem com uma sessão de karaoke. No dia seguinte, deixamos Lubartów. Na bagagem, transportamos as melhores recordações possíveis.

 

 

Mobilidade Erasmus+: o que se observa quando se visita uma escola nos países parceiros

O edifício da escola húngara, situada a cerca de 10 km do centro de Budapeste, numa zona residencial, foi construído em 1956. Na sua simplicidade e estética utilitária, encontra-se bem preservado.

A atmosfera é familiar para os cerca de 300 alunos que frequentam a escola. Foram eles, inclusive, que tomaram a iniciativa de elaborar um projeto para pintar as vinte salas de aula do edifício, tornando-as mais confortáveis.

O número de funcionários não docentes é reduzido: um porteiro, uma assistente operacional que assegura a limpeza dos espaços e duas secretárias que assessoram a direção. Foi-nos explicado que a atmosfera tranquila se deve à política de gestão adotada há três anos. Não há insubordinação ou ruído que perturbe as aulas ou os espaços exteriores. Professores e os alunos são ouvidos atentamente e a calma, mantida sem esforço, integra o quotidiano. Quanto a temperatura interior não permite o conforto, as aulas são canceladas por falta de condições de trabalho e os professores substituem-se mutuamente quando têm que se ausentar.

O que foi observado nas alunas do 11.º A que participaram na mobilidade a Budapeste, entre os dias 11 e 17 de dezembro: a curiosidade, a capacidade de trabalho, o sentido de responsabilidade, a perspicácia e o desejo de aprender, continuamente, sem pausas.

 

 

Primeira reunião transnacional do projeto BookPals@schools.eu

BookPals@schools.eu é uma parceria estratégica KA2 que envolve seis escolas europeias: Croácia, Chipre, Hungria, Polónia, Portugal e Turquia. Este projeto, coordenado pela escola croata, pretende promover a leitura e aumentar os níveis de literacia nas respetivas comunidades escolares.

A primeira reunião transnacional decorreu em Požega, Croácia, entre os dias 10 e 11 de outubro de 2016. Foram apresentadas as atividades a desenvolver durante os dois anos que durará a parceria e agendadas as respetivas mobilidades.

Os participantes tiveram a oportunidade de conhecer Zagreb, Požega, fazer hiking em Papuk, a mais alta montanha na região da Slavonia, e ainda visitar uma adega de vinhos da região.

 

Escola Básica e Secundária de Muralhas do Minho, Valença