Agrupamento de Escolas de Muralhas do Minho, Valença

Erasmus+

Programa da Comissão Europeia, no domínio da Educação, Formação, Juventude e Desporto

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Mobilidades realizadas

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Curso: Creativity in teaching and training for a better classroom behaviour

Local: Assen, Holanda

Data de realização: 2 a 8 de julho de 2017

Docentes: Cecília Teixeira e Isabel Palhares

Entre os dias 2 e 8 de julho, decorreu na cidade de Assen, na Holanda, a formação Creativity in teaching and training for a better classroom behaviour. Esta formação reuniu onze participantes oriundos de quatro países: Eslovénia, Polónia, Roménia e Portugal. O curso foi ministrado por Tim e Cristina Stefan, diretores da Quarter Mediation.

No primeiro dia, após a sessão de apresentação, os participantes foram informados da agenda do curso e das principais atividades e projetos a desenvolver. A agenda incluía workshops, visitas a museus, escolas, bibliotecas e atividades para potenciar uma maior motivação dos alunos para a aprendizagem e apresentarem comportamentos mais adequados na sala de aula, um dos maiores desafios que os professores enfrentam. No final, realizou-se uma Feira Europeia, com produtos típicos de cada país.

No dia 3, foi apresentado o sistema de educação holandês e procedeu-se a uma comparação entre os sistemas de educação dos países representados. De tarde, realizou-se uma visita à Escola Profissional de Drenthe. Constatámos que devemos usar sempre os recursos da comunidade onde vivemos para fazer a ligação entre as matérias curriculares e complementá-las. O ensino deve estar virado para o exterior, para o contacto com o meio, com uso total dos recursos existentes: bibliotecas, museus ou património natural.

No dia 4, durante a visita ao museu De Wachter, decorreram workshops sobre como ensinar música, mostrando a idade dos instrumentos, ou como utilizar a arte numa oficina de madeiras.

No dia 5, realizaram-se atividades educativas no Drents Museum e ao ar livre, em Assen. Frequentámos ainda uma oficina prática de arte, música e criatividade.

A atividade Colour and Creativity, por exemplo, consiste em aliar o desenho, a pintura e a música, respeitando regras, a concentração e a cooperação. Coloca-se uma única folha de papel numa mesa, pincéis e copos com tinta. Os alunos pegam num copo e num pincel e esse será o seu copo e cor até ao fim. Prepara-se um mix de música de vários estilos e dá-se um tema ao trabalho ‒ o verão, por exemplo. Os alunos, sempre em silêncio, pois é proibido falar durante a atividade, posicionam-se ao redor da mesa com os seus materiais e, ao som da música, começam a desenhar e a pintar.

No dia seguinte, as atividades consistiram num bingo, no workshop “Hands-on” e “Ice-breaking”, numa palestra e oficina guiada. De tarde, decorreu uma visita ao Arquivo de Drents e observação de exemplos de boas práticas de oficinas criativas interdisciplinares. Visionámos os filmes Escola na Holanda, no Passado e Breve História da Família Real dos Países Baixos. Ao ar livre, decorreu o workshop “Rota da história do iPhone”.

No dia 7, a visita à biblioteca de Assen foi seguida de uma palestra e oficina prática, “Mind-mapping”, e de uma apresentação de recursos criativos. O dia prolongou-se com a sessão de avaliação e a apresentação das fotorreportagens das atividades desenvolvidas ao longo da semana.

Para finalizar, realizou-se um jantar convívio, onde já se sentia uma certa nostalgia pelo término da semana de partilha e camaradagem. Uma experiência nova, gratificante e inesquecível. Para repetir, sem dúvida.

 

 

Curso: How to motivate your students

Local: Norwich, Reino Unido

Data de realização: 3 a 7 de julho de 2017

Docentes: Cláudia Calçada e Susana Amorim

Conscientes da necessidade e importância da atualização que ser professor exige, participamos num Teacher Training Course, no Norwich Study Centre ‒ Flying Classrooms, no Reino Unido, entre o dia 3 e 7 de julho.

As quinze sessões, com duração de uma hora e trinta minutos cada, decorreram no turno da manhã e da tarde. Em todas as aulas, foi rigorosamente cumprido o plano de trabalho, o qual foi desenvolvido em pequeno grupo, de forma interativa. Os materiais facultados eram adequados às atividades propostas, proporcionando a partilha e o enriquecimento a diferentes níveis. Foi-nos dada a oportunidade de observar, in locco, uma aula para alunos estrangeiros, assim como uma em suporte vídeo. Criado o momento feedback, refletimos sobre as estratégias utilizadas e outras possíveis.

O curso explorou o Speaking, o Listening, o Reading e o Writing, privilegiando sempre a língua em contexto comunicativo, devendo o professor ter em consideração os diferentes estilos de aprendizagem, uma vez que cada aluno é um aprendente que se apropria do processo de forma diferenciada. O(s) skill(s) que se
pretende(m) trabalhar deve(m) ser operacionalizado(s) de forma gradativa, clarificando sempre a tarefa, que deve ser contextualizada, explicitando os objetivos, por forma a envolver todos os alunos.

Não podemos deixar de registar o momento de entrega dos certificados a todos os finalistas da semana, no qual foram proferidas palavras de apreço, reconhecimento e valorização a todos e cada um dos participantes, pelo esforço e empenho demonstrados.

 

 

Curso: Teaching and Learning of Maths in the Belgian Education System

Local: Bélgica

Data de realização: 7 a 11 de maio de 2017

Docentes: Alexandra Gaspar e Paula Lages

O curso incluiu visitas a três escolas, observação de três aulas de matemática ‒ 9.º e 10.º anos ‒ e duas visitas culturais, a Kortrijk e a Bruges.

Com as palavras de ordem observação e reflexão, chegamos à escola no intervalo das aulas. Enquanto os professores se servem de um caldo quente na sua sala, os alunos concentram-se num pavilhão amplo, produzindo um barulho saudável, feito de conversas, gargalhadas e brincadeiras.

Ouvimos o toque de entrada, o som alto e intenso de uma campainha. Os professores dirigem-se de imediato para o pavilhão dos alunos, percorrendo alguns corredores e descendo vários lanços de escadas.

Seguimos os professores e deparamo-nos com a primeira grande surpresa: os alunos mantêm agora um silêncio quase absoluto, formam filas por turma, paralelas. Os professores param em frente da sua “fila de alunos”, saúdam-nos, viram-se e eles seguem-nos. Percorrem corredores, sobem escadas, entram na sala de aula, sentam-se nos seus lugares. Sempre em silêncio, desde o toque de entrada até ao final da aula, não se houve mais barulho na escola. Explicaram-nos depois que esta conduta foi uma luta ganha, desde há 20 anos atrás, no sistema educativo belga.

Não observámos a presença de assistentes operacionais nas escolas. A limpeza e o serviço de cozinha são tarefas dos mesmos trabalhadores.

Cada professor tem a sua sala de aula, podendo esta pertencer a mais do que um professor do mesmo grupo. Isto significa que o professor de matemática trabalha sempre na mesma sala, que se encontra equipada com todo o material necessário. O quadro de giz só é utilizado para breves esclarecimentos adicionais e para os alunos corrigirem exercícios. Não há registo de sumários. A aula surge num monitor, não é planificada pelo professor, mas sim pelo projeto (manual) escolhido pela escola.

As aulas de cada ano têm todas a mesma planificação, independentemente do docente que a leciona. O professor explica o assunto, o exercício modelo, a fórmula. De seguida, os alunos repetem os procedimentos enquanto resolvem os exercícios do caderno de exercícios, o único que transportam consigo. Os manuais teóricos pertencem à escola, encontram-se numa prateleira, na sala, e são distribuídos, um por cada dois alunos, no início da aula.

O professor vigia o trabalho dos alunos e auxilia, se observa dificuldades. Fala baixinho com o aluno para não perturbar o trabalho dos outros e os alunos não falam entre si. Cria-se, assim, um ambiente de trabalho autónomo e de reflexão individual em sala de aula.

Resolver oralmente é uma prática imposta pelo sistema educativo belga. No caderno de exercícios, correspondente a cada conteúdo programático, um dos grupos é resolvido dessa forma.

Os exercícios (exceto os que pedem resolução oral) são depois corrigidos. Três alunos transcrevem no quadro de giz, em simultâneo, a resolução de exercícios diferentes. Em seguida, estes são observados e corrigidos pelo professor, com a participação oral, mas ordenada, dos restantes alunos. O processo é rápido e eficiente.

A formação cívica dos intervenientes, a eficácia das tecnologias que munem as salas, a aula essencialmente prática, livre de transcrições do quadro para o caderno, de definições, teoremas ou regras, foram considerados, por nós, como pontos fortes.

As visitas culturais constituíram não só uma oportunidade valiosa para visitarmos o património histórico de Kortrijk e Bruges, mas também para observarmos e contatarmos com uma sociedade que manifesta respeito pelos seus valores e pelas suas instituições.

 

 

Curso: Criatividade no processo ensino-aprendizagem com recurso às TIC

Local: Holanda, cidade de Assen

Data de realização: 2 a 8 de abril de 2017

Docentes: Clara Vitorino, Cristina Silva e José Teixeira

A Quarter Mediation, entidade que estruturou o curso Creativity in teaching and learning by using ICT, insistiu no facto de a escola do presente ser frequentada por alunos que já nasceram na era digital. Torna-se, assim, necessário e urgente responder a esta realidade e integrar as TIC no processo de ensino aprendizagem, de forma a que as atividades desenvolvidas na sala de aula promovam o desenvolvimento de um aluno mais autónomo e criativo indo ao encontro da “sua” realidade.

O grande potencial do uso das TIC centra-se essencialmente no “aprender a fazer”, determinando a inversão do ensino tradicional ao proporcionar conhecimento em vez de informação. Por este motivo, a Quarter Mediation desenvolveu, em workshops, atividades que deram a oportunidade aos docentes de contactarem ou desenvolverem os seus conhecimentos sobre algumas aplicações, entre as quais são de destacar o PREZI, o SOCRATIVE, o KAHOOT, o GLOGSTER, o STOP MOTION e o MOVIE MAKER.

O PREZI com um formato apelativo, pela sua dimensão interativa, permite a movimentação do texto ou imagem, a integração de links áudio e vídeo. É uma ferramenta muito útil para realizar apresentações de conteúdos e criar assim materiais de aprendizagem. Apresenta como desvantagem o facto de a versão gratuita não permitir guardar, em nenhum formato, o documento criado nem permitir partilhá-lo de forma colaborativa com outra pessoa.

O SOCRATIVE revela-se um ótimo meio de avaliação de conhecimentos dos alunos. Trata-se de uma aplicação que permite aplicar questionários de resposta fechada (escolha múltipla, V/F) e de resposta curta online. Uma das vantagens consiste na possibilidade de variar a ordem das perguntas (cada aluno recebe o seu questionário com a ordem das perguntas diferente), a correção pode ser automática e pode incluir-se uma explicação do porquê daquela resposta. Mais uma vez, trata-se de uma aplicação que tem uma versão mais completa se a pagarmos.

O KAHOOT é uma aplicação algo semelhante ao SOCRATIVE na medida em que também serve para avaliar conhecimentos através questionários de resposta fechada. É mais lúdica porque a pontuação atingida pelos participantes é vista de forma imediata e estes sentem-se como num concurso.

O GLOGSTER permite a criação de cartazes interativos, assemelhando-se a um poster no qual os leitores podem interagir com o seu conteúdo. É possível introduzir no “Glog gráfico” texto, imagens, fotografias, áudio, vídeos, etc. Existe o Glogster EDU, dedicado ao ensino, onde os alunos podem interagir sob a supervisão do professor. Assim é possível desenvolver atividades interativas em contexto de sala de aula e no exterior, como por exemplo: “Contar uma história na sala de aula”, “Encontrar inspiração na biblioteca”, “Compartilhar a experiência numa viagem de campo”, “Apresentar um projeto em reuniões”, “Partilhar jogos lúdicos e educativos”, “Caça ao tesouro”, “Criar cartazes multimédia”,... No entanto, neste momento não se consegue aceder a esta aplicação na nossa escola. Mais uma vez, é uma aplicação que prevê pagamento. Pode-se abrir uma conta gratuita apenas pelo período de uma semana, após a qual esta será fechada automaticamente.

O STOP MOTION é uma técnica de animação com recurso a uma máquina fotográfica ou a um computador, que, combinada com a aplicação MOVIE MAKER, tem como objetivo criar um filme a partir de fotos tiradas a cenários, criados pelos alunos. A mais valia deste processo é que os alunos podem usar materiais reciclados e montá-los no próprio espaço na sala de aula, como por exemplo o tampo de uma mesa.

As aplicações supramencionadas foram usadas em workshops e os docentes puderam constatar as boas práticas das TIC em visitas de estudo a espaços diversificados, Biblioteca de Assen, o Drents Museum e o De Drentse Archief. Na biblioteca municipal de Assen, a requisição de livros para leitura domiciliária é realizada com o recurso a aplicações informáticas. O projeto QR permite que os leitores juvenis possam selecionar as suas leituras recorrendo à apresentação que alguns livros contêm realizada por outros leitores da mesma idade. No Drents Museum, as TIC são utilizadas de forma interativa com os visitantes. É possível escolher o guia virtual da visita que vai surgir em cada sala através de espelhos, sem necessidade de usar auscultadores. No Drentse Archief, desafia-se os visitantes a resolverem “casos práticos” de investigação histórica, por exemplo descobrirem uma carta desaparecida. Mediante a observação de objetos e a procura de informação em computadores, os visitantes vão encontrando pistas que conduzem à resolução do caso.

 

 

Curso: Assessment for learning ‒ creative and diverse assessment methods for education in the 21st century

Local: Islândia

Data de realização: 12 a 17 de março de 2017

Docentes: Elsa Fernandes e Maria Cândida Tavares

Respeitando os pressupostos e fundamentos educativos que a InterCultural Iceland tem preconizado na formação de professores, como equidade, cidadania, interculturalidade, autonomia, cooperação, criatividade, entre outros, o curso incluiu os seguintes conteúdos:

- as competências do século XXI
- a sala de aula como espaço intercultural
- a aprendizagem cooperativa
- a avaliação formativa (criativa) promotora do sucesso
- a pedagogia da avaliação formativa.

Começando por refletir sobre o contexto educativo atual, em particular sobre a sociedade em que vivemos, os valores que lhe subjazem e o modo como as escolas devem operar para preparar o cidadão de amanhã, facilmente se percebe que estas deveriam ter como objetivo, não só implementar estratégias para promover a aquisição dos saberes mais tradicionais, mas também desenvolver competências consideradas essenciais para o século XXI, tais como a cooperação, a comunicação, a iniciativa, o pensamento crítico e criativo, a cidadania, a resolução de problemas. Num mundo em constante transformação, a escola não pode ficar alheia à mudança e os seus atores devem equacionar como articular os conhecimentos académicos com as exigências do mundo de hoje e de amanhã.

Por outro lado, a sala de aula deve ser entendida como um espaço intercultural, não porque contenha alunos de outras nacionalidades ou culturas, mas porque o ser humano é único e irrepetível e, por inerência ou circunstância, diferente de qualquer outro. Por essa razão, a sala é um lugar de diversidade cultural, que deve ser respeitada, e que pode potenciar aprendizagens enriquecedoras. Para promover o reforço dessa compreensão mútua e promover as boas relações interpessoais, foram apresentadas algumas atividades de interação (ice-breakers). Para além de promoverem o autoconhecimento, levam ao conhecimento do outro, criam dinâmicas de confiança e são divertidas. Nestas atividades, a aula tradicional desaparece: há barulho e os alunos caminham, interagindo e tomando a palavra e a aula descentraliza-se do professor.

Respeitando a individualidade de cada um, num ambiente de aprendizagem ativo, com o aluno no centro do processo, propõe-se como metodologia de trabalho a aprendizagem cooperativa. As atividades são pensadas para que os alunos colaborem, em pares ou, de preferência, em grupos heterogéneos, com diferentes papéis para os seus elementos, e com um guião claro que estabelece tarefas e tempos a cumprir. O tempo de tomada da palavra dos alunos é multiplicado face à aula tradicional e o seu envolvimento na tomada de decisões é potenciado. O aluno tem, de facto, um papel ativo na sua aprendizagem. Os objetivos ultrapassam o âmbito puramente académico e passam a incluir a capacidade de selecionar e tratar informação, a discussão e a sua apresentação ao grupo e à turma – por isso a criatividade deve ser valorizada.

Estas opções metodológicas têm implicações na avaliação. Em primeiro lugar, o professor deve assumir-se como orientador do trabalho desenvolvido pela turma. Deve ser um observador atento do desenrolar do processo, para assegurar a sua qualidade, a participação de todos e poder ter elementos de avaliação. Mas, a aprendizagem deve respeitar a diversidade do grupo e dar margem à criatividade, a avaliação deve acompanhar esse processo, ser diversificada e permitir aos alunos que produzam trabalhos diferentes dos habituais, como portefólios, blogs, apresentações e performances, cartazes académicos, entre outros. Com a tarefa, é fundamental dar a conhecer os seus critérios de avaliação, de forma clara, para que todos saibam como serão avaliados. Do mesmo modo, é essencial, ao longo do processo, dar informação relevante aos alunos sobre a sua aprendizagem e o seu desempenho, de maneira a que estes possam melhorar, se for o caso. Nesta perspetiva, avaliar é sinónimo de aprender, e não de julgar. Dá-se assim primazia a uma avaliação formativa em detrimento de uma avaliação sumativa, estandardizada, baseada em testes, que, em geral, não apela ao pensamento crítico, reduz a criatividade e não respeita a diferença.

Para se implementar esta avaliação, será necessário repensar a aula, planificar de modo diferente e reavaliar os papéis do aluno e do professor na sala de aula, favorecendo o processo e não o produto final. O professor deverá ser um facilitador da aprendizagem, fornecer instruções e objetivos claros, dar a conhecer os critérios de avaliação, promover a autoavaliação e a heteroavaliação, e permitir que os alunos aprendam uns com os outros, em atividades de maior ou menor complexidade.

 

 

Curso: Teaching Literacy and Languages through Visual Narrative

Local: Málaga, Espanha

Data de realização: 19 outubro - 25 fevereiro 2017

Docentes: Margarida Fonseca e José Afonso

Inserida no programa Erasmus+ KA1, com organização da LEAP – Language Education & Partnership Ltd, representantes dos departamentos do pré-escolar e do 1.º ciclo do AEMM estiveram presentes, em Málaga, de 19 a 25 de fevereiro, a frequentar a ação de formação Teaching Literacy and Languages through Visual Narrative.

Esta formação contou com a presença de docentes provenientes do Reino Unido, Estónia, Grécia, Roménia e Portugal, os quais, ao longo da semana, partilharam, para além da formação específica, ideias, experiências e metodologias utilizadas nas suas realidades escolares.

As sessões de trabalho estruturadas foram vincadamente direcionadas para a utilização pedagógica de diferentes meios tecnológicos e de comunicação visual em contexto de sala de aula.

No final de cada dia realizava-se uma avaliação relativa ao trabalho produzido, tendo o último dia sido destinado à avaliação global do curso como também à exibição dos trabalhos produzidos, quer individual quer coletivamente.

 

 

Curso: Diverse society: diverse classroom

Local: Borgarnes, Islândia

Data de realização: 29 outubro - 5 novembro 2016

Docentes: Ângela Evangelista e Manuel Oliveira

Entre os dias 29 de outubro e 5 de novembro, em Borgarnes, na Islândia, os docentes Ângela Evangelista e Manuel Oliveira participaram no curso de formação subordinado ao tema Diverse society – Diverse classroom.

A escola é realmente para todos? Hoje em dia as turmas são o reflexo da sociedade, uma sociedade diversificada onde todos têm o direito e o dever de irem à escola, mas também de alcançar o sucesso. É nesta perspetiva, que decorreu o curso.

A formação centrou-se principalmente na aprendizagem ativa através de técnicas criativas de trabalho cooperativo. Que metodologias são as mais adequadas para serem atingidos os objetivos da educação intercultural e da formação das competências-chave, ao mesmo tempo que o professor ensina os conteúdos da sua disciplina?

Além disso, foram explorados métodos de avaliação inovadores e diversificados e foram criados materiais específicos, de complexidade diferenciada, para serem usados com os nossos alunos.

Com a implementação do trabalho colaborativo na sala de aula, procura-se melhorar a aprendizagem e combater a exclusão.

 

 

Curso: Creative activities & motivating materials for the secondary classroom

Local: Worcester, Reino Unido

Data de realização: 1-9 outubro 2016

Docentes: Ana Cristina Pedreiras e Lucinda Serra

Na semana de 1 a 9 de outubro de 2016, participámos no curso One week course for teachers of Maths, em Worcester. Neste curso estiveram presentes professores de Matemática de vários países, tais como França, Holanda, Hungria, Espanha e Itália.

As docentes assistiram a uma palestra sobre “The teaching of Maths in British Schools”, workshops sobre “New ideas for teaching Maths”, visitas às escolas britânicas com observação de aulas e participação nas mesmas e ao Birmighan City University Mathematic Education Department.

Todo este intercâmbio de saberes revelou-se uma mais-valia, quer para as docentes que intervieram, quer para os docentes do departamento de Ciências Experimentais e Matemática e professores do segundo ciclo, já que as novas ideias são partilhadas em workshops que permitem aos restantes professores beneficiar de novas ideias no âmbito da didática da Matemática, em particular, e da ciência, em geral.

 

 

Curso: Creative activities & motivating materials for the secondary classroom

Local: Belfast, Irlanda do Norte

Data de realização: 23-31 julho 2016

Docentes: Nelson Azevedo e Margarete Rodrigues

Durante 8 dias participámos num programa de formação de professores de Inglês como Língua Estrangeira (EFL) proporcionado pelo programa Erasmus+, na capital da Irlanda do Norte, Belfast. Tanto eu como a professora Margarete Calisto nunca tínhamos estado neste pequeno país do Reino Unido e as expetativas de ambos eram grandes. E a participação no curso de aperfeiçoamento e imersão cultural foram além das expetativas criadas, quer pela qualidade dos ensinamentos colhidos, quer pelo grau de conhecimento cultural e histórico proporcionado pelas atividades «fora da sala de aula».

O curso, denominado Creative Activities & Motivating Materials for the Secondary Classroom ‒ FOCUS ON IRELAND, teve um grau de intensidade fantástico, ao mesmo tempo que se notou uma preocupação assinalável com o cumprimento escrupuloso de horários e da qualidade anunciada no programa. A entidade organizadora, International Study Programmes, proporciona vários tipos de programas de formação e manteve um equilíbrio entre a aprendizagem mediada por um docente com o contacto com diversos habitantes locais, quer fossem guias turísticos clássicos, quer fossem antigos membros de fações religiosas envolvidas no conflito na Irlanda do Norte entre católicos e protestantes. Assim, as aulas de história e cultura da Irlanda (pelo professor Scott Boldt, ele próprio envolvido no processo de negociação da paz entre as duas comunidades dominantes) e as aulas de metodologia da professora Jenny Watters proporcionaram uma ampla visão do que é ser professor de uma língua como o inglês: conhecendo a sua cultura, torna-se mais fácil proporcionar aprendizagens significativas para os nossos alunos. As visitas a locais como Dublin, Giant's Causeway, ao Parlamento da Irlanda Norte e às zonas conturbadas dos bairros católicos e protestantes conferiram uma excelente imersão na cultura deste maravilhoso país, que recupera dos momentos de aflição de centenas de anos.

Para complementar a nossa experiência, a composição do grupo de professores a partilharem a formação connosco foi extremamente enriquecedora, porque permitiu o contraste de práticas em campos tão amplos como organização curricular, avaliação, supervisão pedagógica, partilha entre pares, expetativas políticas sobre os sistemas de ensino, etc. Tanto nos momentos formais como nos momentos de socialização foi sempre possível continuar esta aprendizagem.

No regresso trouxemos uma perspetiva refrescada sobre as nossas práticas diárias, que irão permitir um debate importante entre os docentes do grupo de inglês, bem como os demais docentes que tenham participado em programas semelhantes ou outros que se mostrem interessados em partilhar conhecimentos sobre as temáticas que abordámos durante esta experiência fantástica.

 

 

 

Curso: Creative teaching in the primary English language classroom

Local: Oxford, Reino Unido

Data de realização: 4-8 julho 2016

Docentes: Cristina Lézico e Lucília Morais

A Lake School of English é uma escola privada, independente, especializada no desenvolvimento de profissionais que trabalham na área da educação. Anualmente, acolhe centenas de pessoas, oriundas de aproximadamente 50 países.

Em julho, a formação decorre na Saïd Business School, uma das faculdades da universidade de Oxford. O clima é informal, confortável e o ambiente de trabalho gera uma sinergia particular.

Cada curso é frequentado por cerca de dez professores estrangeiros e as atividades são essencialmente práticas. Executamos tarefas destinadas a motivar os alunos mais jovens para a aprendizagem da língua inglesa, estabelecendo um ritmo para a nossa própria aprendizagem.

A tutora, Catherine, é exemplar. Utilizará, durante toda a semana, materiais atualizados, integrando recursos online e off-line para criar um ambiente de aprendizagem intenso, mas informal.

No dia 6, visitamos a St Andrew School que, nos resultados a nível nacional, se situa 23 pontos percentuais acima da média. A escola encoraja atitudes positivas de aprendizagem para que cada criança possa alcançar o seu potencial. As estratégias divergem de disciplina para disciplina, mas há algo comum a todas as salas: um determinado clima, um determinado método de trabalho, livros, liberdade de movimentos, materiais empilhados, netbooks, mais livros, livros por todo o lado.

Em matemática, o erro é encorajado. “Marvellous mistakes”, lê-se numa estrela afixada num estendal de estrelas, onde, em seguida, são elencados os erros dos alunos, corrigidos e explicados: “Este erro é muito interessante, porque...”. Na sala coberta de estrelas amarelas e números, o trabalho não é perturbado pela nossa presença. A professora, muito jovem, explica-nos gentilmente os seus métodos.

Cada ano tem uma declaração de missão. Numa delas, lê-se: “We will work together to try our hardest & never give up. We will be friendly, welcoming & kind in our work & play”.

 

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Erasmus+ 2016-2017