Agrupamento de Escolas de Muralhas do Minho, Valença

Erasmus+

Programa da Comissão Europeia, no domínio da Educação, Formação, Juventude e Desporto

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Atividades de job shadowing

Escola: Franz-von-Lenbach-Schule, Schrobenhausen, Alemanha

Data de realização: 7-12 maio 2017

Docentes: Paula Laranjeira e Vítor Almeida

CARACTERIZAÇÃO DO PERCURSO ESCOLAR DOS ALUNOS NO ENSINO NA ALEMANHA

No final da escola básica, após a conclusão do 4.º ano, em função dos resultados escolares, há uma recomendação por parte dos professores em relação à orientação do percurso escolar dos alunos. Contudo, os alunos podem transitar entre tipos diferentes de escolas.

No secundário, há três tipos de escola à escolha e em função do desempenho dos alunos: Hauptschule (escola de nível geral), Realschule (escola de nível intermédio) ou Gymnasium (escola de nível superior). As crianças com necessidades educativas especiais têm à disposição Escolas de Ensino Especial (Förderschule).

O grande objetivo de uma escola Realschule, no final do 10.º ano, é preparar os alunos para o mundo profissional, munindo-os de qualificações técnicas para o exercício de atividades nas áreas comerciais, administrativas respeitantes a serviços intermédios.

No final do 10.º ano, há exames finais para obtenção de diploma, na maior parte das disciplinas. Os alunos podem começar a trabalhar ou continuar a estudar por mais dois/três anos, de modo a habilitarem-se ao Abitur – exame nacional de ingresso no ensino superior.

A escola Franz-von-Lenbach-Schule tem aproximadamente 600 alunos e 50 professores; o pessoal não docente é constituído pela equipa de limpeza e os funcionários da cafetaria. Não há alunos de educação especial – as dislexias, défice de atenção e hiperatividade não são consideradas necessidades educativas especiais.

O horário das atividades letivas é apenas de manhã, entre as 8 e as 13 horas, e os alunos não almoçam na escola. Existe uma grande preocupação no cumprimento da pontualidade e da assiduidade. As aulas iniciam-se às 8:00 horas e os alunos aguardam dentro da sala a chegada do professor. Em todas as aulas, é apanágio, antes de se iniciarem as atividades, os alunos colocam-se em pé e cumprimentam o professor, este retribui a saudação.

O ano escolar organiza-se em dois semestres. As aulas começam na segunda quinzena de setembro e terminam no final de julho.

Organização dos tempos letivos: as aulas têm duração de 45 minutos e é o professor que muda de sala. A manhã tem 3 blocos de 90 minutos, divididos em duas aulas. O primeiro intervalo tem 20 minutos. O segundo intervalo é de 10 minutos. Todos os intervalos são supervisionados por professores, que têm esse serviço assinalado no seu horário. Na última aula da manhã, os alunos têm de colocar as cadeiras sobre as mesas, de modo a facilitar a limpeza.

Registo de assiduidade: o primeiro professor do dia tem de assinalar a falta dos alunos e comunicá-las à direção.

Disciplinas: inglês, alemão, matemática, educação física, economia doméstica, ciências, física e química, sem componente laboratorial, história, geografia, religião (obrigatória), trabalhos oficinais/manuais.

Caracterização das salas de aulas: as mesas são individuais dispostas, maioritariamente, em linhas horizontais. O chão é alcatifado. A sala dispõe de quadro triplo, regulável em altura e magnético, giratório nas duas faces laterais, permitindo escrita no verso. Dispõe, ainda, de projetor, PC; projetor de opacos, que é muito utilizado, lavatório, toalhas de papel, material de limpeza para o quadro, relógio, material de matemática/ geometria. Existe também outro quadro/placard, para registo de trabalhos de casa e calendarização de testes de avaliação. Todos os interruptores se situam ao alcance do professor: luzes, estores. Há um telefone e um intercomunicador, para transmissão de mensagens internas. Há um crucifixo em todas as salas.

Salas específicas: TIC, matemática, música, economia doméstica (sala com 4 cozinhas), pavilhão desportivo.

Corredor: estante com livros de ponto. Cada turma tem um aluno responsável por levar o livro de ponto para a sala.

Cantina: pequena cafetaria, pois os alunos almoçam em casa.

Edifício: todos os espaços da escola são aquecidos. A escola tem um só edifício.

ORGANIZAÇÃO E SUAS ESTRUTURAS

Direção: diretora a exercer há 3 anos; cargo de carreira, com 9 horas de lecionação; uma subdiretora, um 2.º subdiretor; um 4.º elemento, devido ao número de alunos. Todos com componente letiva. Há, apenas, um assistente não docente a exercer as funções administrativas e de apoio à direção.

Estruturas intermédias: existem coordenadores por área curricular, mas não têm horas para este serviço e têm poucas responsabilidades atribuídas. Não é habitual reunirem em grupos disciplinares para coordenação, reflexão e avaliação das atividades e dos seus resultados.

Não há um coordenador para os diretores de turma, mas existe a figura do diretor de turma.

SUPERVISÃO/COORDENAÇÃO DAS ATIVIDADES

É realizada diretamente pela direção – há poucas reuniões: cada professor faz as suas próprias planificações, para cada turma.

Supervisão dos resultados escolares: realizada por cada professor e pela direção. Depois de realizado o teste, os resultados são lançados na plataforma da escola. Daqui resulta uma pauta, que é impressa, juntamente com a visualização gráfica das notas obtidas. Esta pauta é entregue à diretora, juntamente com os testes, que serão arquivados. A diretora analisa os resultados. Se estes se desviarem do esperado, os professores poderão ter de apresentar uma justificação. Esta normalmente consiste em verificar se os conteúdos foram lecionados.

Observação de aulas: realizada pela diretora para efeitos de avaliação. Uma por ano; em ano de progressão, haverá duas aulas observadas. Não há observação entre pares, nem supervisão pedagógica.

AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS NA DISCIPLINA DE MATEMÁTICA

Testes por semestre: dois testes por disciplina em data marcada; quatro testes sem data marcada; chamadas orais no início da aula por decisão do professor sem marcação prévia.

Marcação de testes/fichas/trabalhos/tarefas: dois testes/fichas/tarefas por semana (com data marcada) – para aferição do desempenho – avaliação formativa.

Atitudes: não são julgadas diretamente na avaliação.

Escala: de 1 a 6, em que 1 é o melhor. São consideradas notas negativas 5 e 6.

No 10.º ano, há exames finais, para obtenção de diploma, na maior parte das disciplinas. Os alunos podem começar a trabalhar ou continuar a estudar, de modo a habilitarem-se ao Abitur – exame nacional de ingresso no ensino superior.

Pautas: não há publicação de pautas por motivo de proteção de dados.

Currículo escolar: O currículo escolar de ciclo é menos extenso que o nosso. Outra observação, é o facto de os currículos se manterem estáveis por períodos mais longos do que em Portugal.

AULAS OBSERVADAS EXCLUSIVAMENTE NA DISCIPLINA DE MATEMÁTICA – METODOLOGIAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM

Foram calendarizadas 16 aulas, a turmas do 5.º, 6.º, 7.º, 8.º, 9.º e 10.º anos, na disciplina de matemática.

5.º ano: 2 aulas na turma B;

6.º ano: 3 aulas nas turmas A e C;

7.º ano: 2 aulas nas turmas D e C;

8.º ano: 1 aula na turma C;

9.º ano: 4 aulas nas turmas A, B e D, sendo a turma D de um curso profissional de agricultura;

10.º ano: 4 aulas nas turmas A e D.

Em quase todas as aulas, constatou-se um denominador comum, as atividades iniciaram-se com a correção do trabalho/tarefa de casa (ou a sua recolha) e acabam com a marcação de TPC. A correção é feita com recurso a projetor de opacos, onde o professor projeta a resolução da atividade realizada por um aluno e, de seguida, confronta os alunos com os erros detetados de modo a clarificar as dúvidas. Os alunos, por sua vez, procedem à correção das atividades propostas.

O projetor de opacos e o quadro são instrumentos utilizados com muita regularidade. O projetor de opacos é utilizado sobretudo para a projeção da atividade do manual, da ficha de trabalho ou da tarefa de algum aluno.

Comportamento e atitudes: alunos cumpridores de regras, com uma postura exemplar dentro da sala de aula. No geral, os alunos estão muitos envolvidos nas tarefas propostas, atentos e participativos. Sempre que o professor coloca uma questão, os alunos levantam o braço e aguardam que lhes seja concedida a palavra. Verificou-se, em todas as turmas, uma participação ordenada.

No final de uma tarefa, sempre que utilizam o quadro, um par de alunos é responsável por apagar e limpar o quadro.

5.º e 6.º anos

5.º Ano – conteúdos lecionados: números primos; decomposição de números em fatores primos e menor múltiplo comum de dois números naturais.

As aulas foram exclusivamente práticas, com a resolução dos exercícios propostos no manual. Embora a matemática seja uma disciplina universal, encontraram-se algumas diferenças na utilização de notação simbólica. Relativamente à introdução do conceito de número primo, foram utilizadas estratégias comuns às referenciadas nos currículos em Portugal, nomeadamente, através do “Crivo de Eratóstenes”. O conceito de menor múltiplo comum de dois números naturais, foi explorado através da interseção dos elementos de dois conjuntos enumeráveis compostos pelos seus múltiplos.

Nesta turma, tivemos a oportunidade de preparar uma aula com a colega titular de turma alemã, sobre métodos de decomposição de números em fatores primos. Os alunos foram confrontados com o método habitualmente utilizado na Alemanha e em Portugal. No final, os alunos puderam optar pela metodologia que consideravam mais fácil, a portuguesa, e procederam à realização dos exercícios propostos no manual. A docente alemã, referiu que no futuro iria utilizar o nosso método, atendendo à facilidade de memorização do mesmo.

6.º Ano – conteúdos lecionados: percentagens; organização e tratamento de dados.

Uma aula foi interrompida para registo de fotografia de turma e de alunos.

Nas outras duas aulas, as professoras iniciaram as atividades, como habitualmente, com a correção dos trabalhos de casa. Relativamente ao conceito de percentagem e sua aplicação encontram-se diferenças no processo de ensino. Enquanto em Portugal também se utiliza o “método da regra de três simples”, na Alemanha o conceito é definido apenas como sendo o quociente entre a parte e o todo, verificando-se também diferenças na utilização da simbologia.

Na outra aula, foi explorado a interpretação de tabelas e gráficos, através de uma ficha de trabalho formativa. Os alunos são interpelados a dar a sua opinião e a justificar raciocínios e resoluções. Para a correção/resolução das questões, a professora seleciona alunos, projeta a resolução das atividades propostas, através do projetor de opacos, e questiona os alunos sobre a resolução e eventuais erros.

Outro ponto forte, é a partilha de diferentes raciocínios, por parte dos alunos, do mesmo problema, mostrando e explorando a resolução da tarefa.

7.º, 8.º e 9.º anos

7.º Ano – conteúdo: simetrias e rotação (isometrias).

Para introdução e motivação ao tema simetrias, o professor projetou imagens, a partir do seu tablet, de símbolos de marcas de automóveis alemãs, e questionou os alunos sobre o tipo de simetria que identificavam nas imagens.

Seguidamente, apresentou uma tarefa, tendo como motivação a imagem do “limpa para-brisas“ de um automóvel e questionou os alunos sobre a amplitude do movimento do referido “limpa para-brisas“. Aqui os alunos desenvolveram o conceito de rotação e de isometria, com recurso a material de desenho e de medição.

8.º ano – a aula não foi observada porque a turma encontrava-se em visita de estudo.

9.º ano – uma das aulas não foi observada porque a turma encontrava-se a realizar teste de avaliação escrito. As outras duas aulas, foram exclusivamente de exposição teórica, uma sobre “critérios de semelhança de triângulos” e a outra sobre “homotetias”. Nesta última aula, o professor iniciou as atividades com a correção dos trabalhos propostos e avaliados, projetando a resolução de alguns alunos. O docente tem maior tempo de tomada da palavra; apresenta recomendações para exame; discussão de diferentes opiniões.

9.º Ano – Turma de curso profissional

Apenas na aula turma D do 9.º ano, curso profissional de agricultura, e para introdução dos números irracionais, foi utilizada a metodologia de trabalho de autoaprendizagem – “À Descoberta” – através de uma ficha de trabalho formativa. No final da aula, a professora recolhe as fichas, avalia-as e, na aula seguinte, corrige-a. Se a classificação dos alunos, no geral, for entre 1 e 3, a professora considera os objetivos atingidos para esse tema e avança na matéria. Caso contrário, procede à exposição teórica dos conteúdos, aplicação de exercícios práticos e seu reforço, tendo por referência os erros detetados e, numa próxima aula, volta aplicar outra ficha formativa sobre o mesmo tema para aferir o desempenho dos alunos.

10.º Ano

Aula 1 – Conteúdo: entrega e correção do teste/trabalho;

O professor seleciona alguns testes, projeta a resolução realizada por esses alunos e interpela os alunos, confrontando as diferentes respostas, nos itens onde são detetados erros. A correção é realizada no quadro, pelo professor.

Aula 2, 3 e 4 – Conteúdo: função exponencial; cálculo de juros compostos; geometria analítica.

O professor inicia a aula com a correção dos trabalhos propostos, revelando os resultados obtidos pelos alunos na ficha formativa. A resolução é feita pelo professor. A tipologia de itens propostos é de exame.

Nas atividades propostas, o professor lê e resolve, justificando passo a passo, numa das partes laterais do quadro, os raciocínios/justificações. A resolução é feita através da interpelação dos alunos. No final da aula o professor marca trabalhos para avaliação.

Conclusão

A utilização recorrente da avaliação formativa e a subordinação dos alunos representa, em nossa opinião, os elementos mais diferenciadores de todo o processo de ensino/aprendizagem observados na disciplina de matemática.

Este tipo de avaliação é a mais utilizada na monitorização das aprendizagens e na reorientação dos planos didáticos do professor, aula a aula, e que pode ser a “chave” do sucesso para a obtenção de melhores resultados na disciplina.

Nesta escola, é dado grande importância à avaliação formativa, que permite constatar se os alunos estão a atingir os objetivos traçados, comparando-os com os resultados efetivamente alcançados nas atividades propostas (fichas/tarefas) e que são entregues ao professor no final/início da aula, que as avalia na escala 1 a 6.

Este método, que dá a conhecer aos alunos os seus erros e acertos, promove o desenvolvimento da autonomia do aluno, estimula o estudo sistemático dos conteúdos, possibilita a correção e recuperação e contribui para o desenvolvimento de capacidades.

Relativamente ao trabalho do professor, este mecanismo permite identificar as principais dificuldades dos alunos, identificar eventuais deficiências na forma de ensinar, possibilitando reformulações no seu trabalho didático, visando aperfeiçoá-lo.

A avaliação formativa, fornece aos alunos feedback do seu aproveitamento e a escala de 1 a 6 determina o seu desempenho nas unidades que estão/serão objeto de avaliação. Assim, possibilita ao discente a superação das dificuldades diagnosticadas, através da correção de erros e da recuperação das aprendizagens.

Portanto, este “vai e vem” de trabalho sistemático – marcação e correção de trabalho individual do aluno; a possibilidade de ambos, professor e alunos, terem as tardes disponíveis para o desenvolvimento da componente individual de trabalho – são estratégias educativas que fomentam hábitos de estudo e de trabalho sólidos, potenciam o aumento da autonomia do aluno e, simultaneamente, contribuem para o desenvolvimento de capacidades de resolução de problemas, do raciocínio lógico-abstrato e da criatividade.

 

Atividades de job shadowing

Escola: Franz-von-Lenbach-Schule, Schrobenhausen, Alemanha

Contexto: Schrobenhausen tem cerca de 17000 habitantes, situa-se 70 km a norte de Munique, é uma região católica. Cidade com um centro histórico, área residencial, área industrial com oferta de pleno emprego. Rodeada por zona agrícola.

Data de realização: 24-26 outubro 2016

Docentes: Elsa Fernandes, Manuela Magalhães, Sameiro Corrêa

Programa: Job shadowing program

PERCURSO ESCOLAR

Depois da escola básica, faz-se seriação de alunos em função dos seus resultados escolares. Existem vagas para inscrição nas escolas pretendidas. Os alunos podem transitar entre tipos diferentes de escolas, mas é pouco provável que isso aconteça.

A realschule prepara alunos para o mundo do trabalho, mas não é uma escola profissional. No 5.º e 6.º anos, há poucas disciplinas (por isso, as áreas curriculares têm muitas horas semanais – ex. inglês: 4h). No sétimo, os alunos têm de fazer opções e escolhem francês ou matemática e ciências ou economia ou trabalhos oficinais.

No 10.º ano, há exames finais, para obtenção de diploma, na maior parte das disciplinas. Os alunos podem começar a trabalhar ou continuar a estudar por mais dois/três anos, de modo a habilitarem-se ao Abitur – exame nacional de ingresso no ensino superior. (São poucos – numa turma de 10.º ano, apenas 2/3 alunos pretendiam fazê-lo.)

Escola Franz-von-Lenbach-Schule, Schrobenhausen

Cerca de 600 alunos e 50 professores; o pessoal não docente inclui a equipa de limpeza e os funcionários da cafetaria. Não dispõe de psicólogo, por falta de licenciados nesta área. Não há alunos de educação especial – as dislexias, défice de atenção e hiperatividade não são consideradas necessidades educativas especiais. Um número muito significativo de alunos vem para a escola de bicicleta.

O ano escolar organiza-se em dois semestres. As aulas começam na segunda quinzena de setembro e terminam no final de julho (6 semanas de férias – para todos: alunos e professores).

O horário inclui aulas apenas de manhã, maioritariamente.

Preocupação com a pontualidade: começa-se às 8h00, com o 1.º toque. Os alunos dirigem-se para a sala, onde esperam pelo professor, que chegará à sala antes das 8h10, quando se ouve o segundo toque. A aula começa, com todos os alunos em pé a cumprimentarem o professor; este replica a saudação.

Organização dos tempos letivos: As aulas têm duração de 45 minutos e é o professor que muda de sala. A manhã tem 3 blocos, de 90 minutos, divididos em duas aulas. Apenas educação física e economia doméstica têm aulas de 90 minutos (esta funciona por turnos, dada a especificidade do trabalho desenvolvido). O primeiro intervalo tem 20 minutos – na prática, é de apenas 15 minutos, pois o toque acontece 5 minutos antes, de modo a assinalar o momento de todos se dirigirem para a sala. A aula começa efetivamente ao toque dos 20 minutos. O segundo intervalo é de 10 minutos, sendo na prática de 5 minutos, pelas razões já apontadas. Todos os intervalos são supervisionados por professores, que têm esse serviço assinalado no seu horário. Na última aula da manhã, os alunos têm de colocar as cadeiras sobre as mesas, de modo a facilitar a limpeza.

Registo de assiduidade: o primeiro professor do dia tem de assinalar a falta dos alunos e comunicá-las à direção. Entra-se em contacto com os pais; se não for confirmada a ausência do aluno, entra-se em contacto com a polícia.

Anos de escolaridade: do 5.º ao 10.º ano. Escola intermédia – entre a escola vocacional e a secundária; 95% são rapazes; a maior parte das meninas são muçulmanas – turcas.

Disciplinas: Inglês, alemão, matemática, educação física, economia doméstica, ciências, física e química, sem componente laboratorial, história, geografia, religião (obrigatória), trabalhos oficinais/manuais.

Salas de aulas: mesas individuais, que estão colocadas maioritariamente em linha (horizontal). O chão é alcatifado. A sala dispõe de quadro triplo regulável em altura e magnético; projetor, PC; câmara de documentos, lavatório, toalhas de papel, material de limpeza para o quadro, relógio, material de matemática/geometria. Todos os interruptores se situam ao alcance do professor: luzes, estores. Há um telefone e um intercomunicador, para transmissão de mensagens internas (houve várias). Há um crucifixo em todas as salas.

Salas específicas: TIC, música, economia doméstica (sala com 4 cozinhas), pavilhão desportivo.

Corredor: estante com livros de ponto. Cada turma tem um aluno responsável por levar o livro de ponto para a sala.

Cantina: pequena cafetaria, pois os alunos almoçam em casa. Alimentos servidos: bolos, donuts, croissants, batatas fritas, ketchup.

Todos os espaços da escola são aquecidos. A escola tem um só edifício.

ORGANIZAÇÃO E SUAS ESTRUTURAS

Direção: diretora a exercer há 3 anos; cargo de carreira, com 9 horas de lecionação; uma subdiretora, um 2.º subdiretor; um 4.º elemento, devido ao número de alunos. Todos com lecionação. Há uma secretária da direção.

Estruturas intermédias: Existem coordenadores por área curricular, mas não têm horas para este serviço e têm poucas responsabilidades atribuídas. A reflexão sobre os resultados não é realizada pelo grupo disciplinar.

Não há um coordenador para os diretores de turma, mas existe a figura do diretor de turma.

Cada professor é responsável pela lecionação de pelo menos duas disciplinas, às vezes três.

SUPERVISÃO/COORDENAÇÃO DAS ATIVIDADES

É realizada diretamente pela direção – há poucas reuniões: cada professor faz as suas próprias planificações, para cada turma.

Supervisão dos resultados escolares: realizada por cada professor e pela direção. Depois de realizado o teste, os resultados são lançados na plataforma da escola. Daqui resulta uma pauta, que é impressa, juntamente com a visualização gráfica das notas obtidas. Esta pauta é entregue à diretora, juntamente com os testes, que serão arquivados. A diretora analisa os resultados. Se estes se desviarem do esperado, os professores poderão ter de apresentar uma justificação. Esta normalmente consiste em verificar se osconteúdos foram lecionados.

Observação de aulas: realizada pela diretora para efeitos de avaliação. Uma por ano; em ano de progressão, haverá duas aulas observadas. Não há observação entre pares.

AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS

Testes por semestre: dois testes por disciplina em data marcada; quatro testes sem data marcada (surpresa); chamadas orais no início da aula por decisão do professor sem marcação prévia.

Marcação de testes: dois testes por semana (testes com data marcada).

Atitudes: não são julgadas diretamente na avaliação. Considera-se que o desempenho do aluno é um reflexo das suas atitudes.

Escala: de 1 a 6, em que 1 é o melhor. São consideradas notas negativas 5 e 6.

No 10.º ano, há exames finais, para obtenção de diploma, na maior parte das disciplinas. Os alunos podem começar a trabalhar ou continuar a estudar, de modo a habilitarem-se ao Abitur – exame nacional de ingresso no ensino superior.

Pautas – não há publicação. Proteção de dados.

COMUNICAÇÃO COM OS ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO

Cada professor tem uma hora no seu horário para receber ou atender telefonemas dos EE. A comunicação também se pode estabelecer por correio eletrónico. Nos contactos entre família e escola, favorece-se a comunicação, num primeiro nível, com o professor; a não resolução da situação implicará a intervenção do diretor de turma e posteriormente a da diretora.

Há uma caderneta, que funciona como uma agenda, para anotação dos TPC e dos testes. Tem uma pequena secção para justificação de faltas.

ATIVIDADES /PROJETOS IMPLEMENTADOS

Projeto Erasmus+ - FLY.

Intercâmbio com escola chinesa (por intermédio do Instituto Goethe).

Escola anfitriã de assistentes Erasmus+.

Não há atividades de final de período e de final de ano.

A planificação de visitas de estudo e a sua realização pode decorrer em qualquer época do ano escolar e carece de autorização da diretora e dos EE.

AULAS: METODOLOGIAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM

10 aulas observadas – 1 de música, 1 de economia doméstica, 1 de francês, 7.º ano iniciação; 7 de inglês – 6.º ano, 7.º ano (3), 8.º ano, 10.º ano (2).

Comportamento: alguns alunos são barulhentos, outros muito calmos e cumpridores das regras.

Não há registo de sumários pelos alunos. Cumpre-se a totalidade dos 45 minutos. Todas as aulas começam com a correção do trabalho de casa (ou a sua recolha) e acabam com a marcação de TPC. Os alunos têm tarde livre. A correção é feita com a câmara de documentos. Projeção do manual, da ficha de trabalho ou da ficha de algum aluno.

Não foi usada metodologia de projeto ou cooperativa.

Uso da língua – 7.º, 8.º, 10.º

8.º – início do conteúdo – “beallowed to” – motivação com questionário apelando ao conhecimento do aluno; leitura do texto para extrair exemplos, que são anotados no quadro – 3 tempos verbais, passado, presente, futuro. Todas as formas verbais são conjugadas no quadro e os alunos escrevem no caderno. Exercícios. Correção.

7.º – desenvolvimento do conteúdo – revisão e consolidação do present perfect, for/since – cartões com expressões para identificar – aula cinestésica; resolução de exercícios;

10.º – passive (fim do conteúdo) – resolução de exercícios, pedidos de explicação aos alunos para justificarem as suas opções)

Leitura – 6.º, 10.º

Exploração de vocabulário que os alunos encontrarão no texto do manual: imagens com legenda – francês; seguida de texto e compreensão; adivinhas – 6.º ano, com temática de animais – seguidas de texto (audição, sem texto escrito), seguido de compreensão – V/F; leitura em grupo, em silêncio; leitura em voz alta – com alunos à frente; palavras cruzadas; leitura acompanhada de audição.

Interpretação do texto com questionário oral; leitura de imagens – as duas turmas do 10.º ano: listagem de palavras ou pequenas expressões no quadro – o professor; maior tempo de tomada da palavra por parte do aluno; recomendações para exame; discussão de diferentes opiniões; repetição de palavras em voz alta, sobretudo na iniciação.

Interação/tomada da palavra: o professor lidera a aula, tentando envolver os alunos; o discurso baseia-se em pergunta-resposta (professor-aluno; resposta curta); tempo de tomada da palavra: esta cabe sobretudo ao professor.

10.º ano – os alunos são chamados a dar a sua opinião, têm de apresentar justificações sobre temáticas, conteúdos gramaticais e processos (composição: 4 tópicos solicitados; gramática, vocabulário, idioms.

Avaliação da oralidade: entrevista.

 

 

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