Biblioteca da Escola Básica e Secundária

Texto informativo

Glossário

Arquétipo

Modelo; que serve de referência.

Sextante

Instrumento ótico que permite medir ângulos, a altura e as distâncias angulares dos astros.

Suprimento

Abastecimento.

Tripulante

Pessoa que trabalha a bordo de um navio ou de um avião.

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# Quiz: O enigma do Mary Celeste

Grandes enigmas da História

Em 1872, o navio Mary Celeste foi encontrado, sem tripulação, em pleno oceano Atlântico, a dirigir-se para o estreito de Gibraltar. O destino de quem seguia a bordo continua a ser objeto de especulação. Até hoje, ninguém conseguiu explicar satisfatoriamente as razões pelas quais foi abandonado e o que aconteceu à tripulação. O Mary Celeste é frequentemente descrito como o arquétipo do navio fantasma.

Construído na Nova Escócia, sob o nome de Amazon, parecia trazer má sorte e, devido a vários incidentes, mudou diversas vezes de dono. Tornou-se Mary Celeste em 1869. Três anos mais tarde, no dia 7 de novembro de 1872, sob o comando do capitão Benjamin Briggs, foi carregado com barris de álcool produzido pela Meissner Ackermann & Coin, de Nova Iorque, que deveriam ser entregues em Génova, na Itália. Além da tripulação, seguiam a bordo a esposa do capitão, Sarah E. Briggs, e a filha do casal, com dois anos de idade, Sophia Matilda, num total de dez tripulantes.

A 4 de dezembro de 1872, o Mary Celeste foi avistado pelo Dei Gratia, comandado pelo capitão David R. Morehouse, que tinha deixado o porto de Nova Iorque no dia 14 de novembro. A tripulação do Dei Gratia observou a outra embarcação durante duas horas e concluiu que estava a ser levada pela corrente.

Utilizando um bote, Oliver Deveau foi a bordo do navio. Relatou ter encontrado apenas uma bomba de água a funcionar e muita água no convés. O relógio não funcionava, o compasso estava destruído. O sextante e o cronómetro não foram encontrados. Embora a embarcação estivesse em boas condições, não havia ninguém a bordo.

Encontraram algumas misteriosas marcas de sangue e arranhões num corrimão. Porém, o mais intrigante foi a descoberta de uma espada sob a cama do capitão, que se pensou estar ensanguentada. No entanto, as investigações oficiais declararam que as manchas vermelhas eram, na verdade, ferrugem.

A bordo encontraram também um suprimento de comida e água suficiente para seis meses. Todos o papéis, exceto o diário de bordo do capitão, tinham desaparecido. A última anotação datava de 24 de novembro e situava o Mary Celeste a 100 milhas a oeste dos Açores.

Após a sua recuperação, a embarcação foi usada por vários proprietários ao longo de doze anos. O navio acabaria por se afundar ao colidir com recifes no Haiti.

Os restos da embarcação foram encontrados em 2001, numa expedição liderada por Clive Cussler e John Davis.

Dezenas de teorias tentam explicar o desaparecimento da tripulação, incluindo maremotos, trombas de água, vazamentos nos barris de álcool e ataques de piratas, mas, passados 140 anos, o destino de quem seguia a bordo continua a ser um enigma.

Fonte: Wikipédia