Biblioteca da Escola Básica e Secundária

Físico-Química

Glossário

Aristóteles

Filósofo grego, é considerado um dos maiores pensadores de todos os tempos. O cosmos aristotélico era apresentado como uma esfera gigantesca, finita, na qual as estrelas giravam em torno da Terra, que se mantinha imóvel no centro do sistema (geocêntrico).

Cónego

Padre.

Elíptica

Em forma de elipse.

Gravitação

Atracção que os corpos exercem uns sobre os outros.

Heliocêntrico

Sistema que toma o Sol como ponto de referência.

Ptolomeu

Cientista grego que viveu em Alexandria. Ptolomeu apresentou um sistema cosmológico geocêntrico, isto é, colocou a Terra no centro do universo com os outros corpos celestes – planetas e estrelas – descrevendo órbitas em seu redor.

Refutar

Contradizer; negar, desmentir.

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A revolução científica

No dia 19 de fevereiro de 1473, nasceu na Polónia, um tal Niklas Koppernigk, que nós conhecemos como Nicolau Copérnico.

Nicolau ficou órfão de pai com apenas dez anos de idade, mas a sua numerosa família pôde contar com a ajuda económica do tio, um rico sacerdote então ao serviço do príncipe da Polónia.

Em 1491, Nicolau inscreveu-se na Universidade de Cracóvia. Frequentou os cursos de matemática e astronomia, mas abandonou os estudos antes de se licenciar. Em 1495, com o apoio do tio, tornou-se cónego, mas recusou ser sacerdote.

Em Bolonha, fez as suas primeiras observações dos céus, estudando especialmente os movimentos da Lua. Com as suas observações, apercebeu-se de que alguns resultados apresentados por Ptolomeu não eram exatos.

Entre 1508 e 1514, trabalhou num pequeno volume intitulado Das Revoluções dos Corpos Celestes. Ao afirmar que a Terra se move em torno do Sol, Copérnico refutou o sistema de Ptolomeu, apresentando o modelo de um sistema heliocêntrico.

As novas órbitas

Johannes Kepler nasceu a Alemanha, em 1571. Frequentou a Universidade de Tubinga, onde o seu professor de astronomia, além do modelo ptolemaico, ensinava também o de Copérnico. O jovem Kepler foi incentivado a avaliar os prós e os contras dos dois modelos e optou pelo de Copérnico.

Johannes Kepler não se assemelhava a um cientista moderno: acreditava no poder dos astros, afirmava que o Sol tinha uma alma e procurava a música nos planetas. No entanto, foi o primeiro a suspeitar que os planetas apresentavam órbitas elípticas e não circulares, como acreditava Copérnico.

Os novos céus

Galileu Galilei nasceu na Itália, a 15 de fevereiro de 1564. Abandonou os estudos de medicina para se dedicar à matemática. Na Universidade de Pádua começou a aprofundar os seus conhecimentos de astronomia. Estudava o sistema coperniciano e ensinava o ptolemaico. A dada altura, começou a interessar-se pelo fenómeno das marés e pensou que ele poderia ser um sinal do movimento da Terra. Estes raciocínios levaram-no a aceitar as ideias de Copérnico.

Ao apontar o telescópio aos céus, Galileu foi o primeiro a fazer uso científico desta invenção. Com as suas observações, não só destronou o universo de Aristóteles e Ptolomeu, mas também propôs a utilização de um instrumento tecnológico para ampliar os horizontes da investigação científica.

Isaac Newton

Newton nasceu em 1642. Em 1661, encontramo-lo a inscrever-se no Trinity College, na cidade inglesa de Cambridge. Em Inglaterra, o estudo universitário baseava-se na cultura aristotélica, mas nas bibliotecas encontravam-se facilmente novos textos. Newton, por interesse pessoal, lia tudo o que encontrava. Em 1665, para escapar à epidemia de peste, foi obrigado a deixar a universidade e a refugiar-se no campo durante dois anos. Ali estudou, pensou, escreveu, raciocinou, imaginou, aprofundou e criou. Conta-se que compreendeu a gravitação universal graças a uma maçã que teria caído na sua cabeça quando estava sentado debaixo de uma macieira, mas a história não é verdadeira. Em 1687, publicou a sua obra-prima, Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, constituída por três livros dificílimos que, como diziam sarcasticamente os estudantes de Cambridge, «nem sequer o seu autor consegue compreender».

O que vamos ler:

Parisi, Anna - Asas, maçãs e telescópios: a revolução científica. Principia, 2005.