Ilustração: Frédérique Vayssières

Biblioteca da Escola Básica e Secundária

Física e Química

O que vamos ler

O que é isto da Física?

Kate Davies

Como começou o universo? O que é uma onda? De onde vem a eletricidade? Onde é que vais buscar a tua energia? Porque se colam os ímanes à porta do frigorífico? De que é tudo feito? Porque é que as coisas caem no chão? Como é que o som atravessa as paredes? Encontra as respostas a estas e muitas outras perguntas e descobre o papel que a física desempenha no nosso universo e na nossa vida diária.

# Quiz energia

O que eu preciso de saber sobre... energia

O QUE É A ENERGIA? A energia faz acontecer coisas à nossa volta. É o que permite aos objetos mudarem de posição e de velocidade. É o que faz os carros andar e travar, as luzes acenderem, os radiadores aquecerem, os telemóveis funcionarem e é, também, fundamental para podermos pensar ou movermo-nos. É a energia que permite realizar trabalho.

Em que unidades se mede a energia e o trabalho? A unidade dos físicos é o Joule (lê-se jule) e o símbolo é «J».

1 Joule não é muita energia: se levantarmos, do chão, 1 maçã com o peso de 100 gramas e a colocarmos no tampo de uma mesa com 1 metro de altura, realizámos o trabalho de 1 Joule. Se em vez de 1 maçã colocarmos na mesa 1000 maçãs já fizemos um trabalho razoável que corresponde a 1 kJ (diz-se quilojoule), que são 1000 J.

No dia-a-dia utiliza-se mais a caloria, que é também a unidade utilizada em termodinâmica e essencial para controlar o nosso regime alimentar: 1 caloria são 4,2 Joule.

Por último, não podemos ignorar o kWh (lê-se «quilo watt hora») que são 3600 quilojoules e que é a unidade utilizada para medir eletricidade. Cada kWh de eletricidade custa 13 c€; por 13 c€ ninguém colocava 3 milhões de maçãs em cima de uma mesa…

Que energia gasto em cada atividade? 100 gramas de pão, têm 250 kcal que são 1050 kJ. Esta energia permitiria:

- Correr 3 Km a 9 Km/h

- Um carro percorrer 500 metros a 100 km/h;

- Acender uma lâmpada de 60 watt durante 4,9 horas.

Corresponde, também, ao trabalho útil realizado ao colocar 1,05 milhões de maçãs em cima da mesa de que falámos!

A energia e o nosso peso. Engordar ou emagrecer é um balanço energético entre as calorias que ingerimos e as calorias que gastamos. Por cada 7000 kcal a mais ou a menos ganhamos ou perdemos 1 kg.

O que é a eficiência energética? Apenas uma parte da energia fornecida a um sistema é aproveitada (energia útil) uma vez que ocorrem sempre perdas que normalmente são grandes. A razão entre a energia útil e a energia fornecida traduz a eficiência energética de um sistema. Quanto maior for esta razão, mais eficiente é o sistema.

A conservação de energia é poupança de energia? Não. A lei da conservação da energia diz que a energia não se cria nem se destrói. Quando utilizamos energia ela não desaparece, muda apenas de uma forma para outra. Um carro queima gasolina que é energia química e transforma-a em energia cinética (energia útil) mas tem perdas (energia térmica). Tentar inventar a máquina de movimento perpétuo pode ser engraçado, mas é uma pura perda de tempo.

O erro que nos desqualifica: Confundir energia com potência ou trocar unidades de potência com unidades de energia. Potência é energia por unidade de tempo. Em engenharia a potência mede-se em kW e a energia em kWh.

De onde vem a energia? A maior parte da energia que utilizamos (exceptuam-se a energia nuclear e a geotérmica) vem do Sol. O carvão e o petróleo são combustíveis fósseis que resultaram de plantas que cresceram há centenas de milhões de anos graças à atividade solar. O vento e as ondas que utilizamos nas energias renováveis também resultam do aquecimento da Terra pelo Sol. A energia fotovoltaica é a utilização direta da energia solar.

A energia vai acabar? Os combustíveis fósseis, nos quais temos baseado a nossa economia, vão acabar, e não vai levar muito tempo. Mas existem outras alternativas. A energia renovável, por exemplo, é, à nossa escala, inesgotável.

Vidigal, António - O que eu preciso de saber sobre... Energia. Visão. N.º 987 (2012), p. 23.