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A Páginas Tantas

Por mares nunca dantes navegados

Os conhecimentos matemáticos e astronómicos que os judeus e os muçulmanos tinham trazido para a Península Ibérica permitiram aos marinheiros portugueses praticar a navegação em mar alto orientando-se apenas pelos astros, utilizando instrumentos náuticos como a bússola, a balestilha e o astrolábio.

Ao Infante D. Henrique deve-se o impulso necessário para que as caravelas partissem à descoberta do desconhecido. Homem culto e estudioso das ciências ligadas à navegação, estabeleceu na cidade de Lagos a base para a exploração marítima.

A tomada de Ceuta marcou o início da expansão territorial portuguesa. As grandes viagens marítimas e o povoamento de novos territórios, porém, começaram com a descoberta das ilhas dos arquipélagos da Madeira e dos Açores.

O arquipélago da Madeira já era conhecido no século XIV, e também já nessa altura se suspeitava da existência das ilhas dos Açores. Mas a “descoberta” oficial só teria lugar no século XV.

O arquipélago da Madeira foi o primeiro a ser “descoberto oficialmente”, quando, em 1419, uma expedição comandada por João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira desembarcou na ilha do Porto Santo e, depois, na ilha da Madeira.

Em 1427, foi a vez de Diogo de Silves chegar à ilha de Santa Maria, a primeira do arquipélago dos Açores a ser descoberta.

Crasto, R. (2011). Grandes datas de Portugal. Texto.

“Nós, humanos, fomos feitos para explorar e fomos feitos para o fazer em conjunto.” – Anne McClain