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Agrupamento de Escolas de Muralhas do Minho, Valença

Quando educar também é cuidar

Nem todo o tempo na escola tem de ser tempo de fazer. No webinar Saúde Mental em Contexto Escolar, promovido pela UNICEF Portugal, uma ideia merece particular atenção: perante a pressão e as exigências da vida escolar, crianças e jovens precisam de momentos e espaços onde possam abrandar, descomprimir e recuperar.

Esta perspetiva encontra eco nas palavras de pedopsiquiatras, que têm chamado a atenção para a pressão exercida sobre crianças e adolescentes em torno do desempenho escolar e para a importância do ócio e do descanso.

Talvez seja, por isso, útil perguntar: que lugares na nossa escola permitem simplesmente parar? Um espaço tranquilo, um jardim, um canto de leitura ou um intervalo vivido sem pressa podem parecer pequenos recursos. Mas, para quem passa muitas horas entre aulas, tarefas, avaliações e expetativas, fazem uma diferença significativa.

Neste contexto, a biblioteca escolar deve constituir um espaço de bem-estar: um lugar acolhedor para ler, conviver, desenvolver atividades ou simplesmente estar. Nos intervalos e noutros tempos não estruturados, muitos procuram-na precisamente para isso — para ler, jogar, construir, conversar ou simplesmente fazer algo de que gostam, escolhendo livremente como ocupar o seu tempo.

A biblioteca pode ser, assim, um lugar diferente dentro da escola: um espaço de liberdade, onde nem tudo é tarefa, objetivo ou avaliação. Às vezes, dar tempo para respirar é também uma forma de cuidar.

Concurso de construções: mais imaginação, menos algoritmo

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“Youth voices matter.” – Anne Frank