Agrupamento de Escolas de Muralhas do Minho, Valença

Ver, escolher, fotografar

Olivia Arthur fotografou crianças que foram obrigadas a abandonar as suas casas e o seu país. Em colaboração com as famílias, procurou retratar a individualidade de cada uma, dando-lhes liberdade para escolher como queriam ser fotografadas. Algumas escolheram o seu peluche favorito, outras preferiram brincar ou fazer acrobacias.

É a partir desta ideia que, na biblioteca escolar, os alunos estão a participar numa atividade relacionada com a linguagem visual. Desta vez, são as crianças que fotografam outras crianças, seguindo o exemplo de Olivia Arthur: em vez de receberem instruções sobre o que fotografar, têm liberdade para decidir o que querem mostrar. Fixar o momento torna-se, assim, uma forma de olhar e fazer escolhas.

A composição, a luz e o foco são alguns dos recursos que podem utilizar para dirigir o olhar de quem observa e influenciar a interpretação das suas fotografias. Os alunos são convidados a descobrir pormenores, descodificar e tirar as suas próprias conclusões. Percebem também que uma fotografia pode contar uma história sem revelar tudo, ou despertar emoções nem sempre fáceis de verbalizar.

Diliar, do Quirguistão. Glasgow, Escócia, Reino Unido. 2017. © Olivia Arthur | Magnum Photos

Na atividade proposta pela biblioteca escolar, as crianças experimentam o outro lado da fotografia: deixam de ser apenas espetadoras e passam a ser fotógrafas. Ao escolherem o que mostrar e como o mostrar, descobrem que cada fotografia traduz um modo particular de olhar o mundo.

Atividade orientada

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“The camera is an instrument that teaches people how to see without a camera.” – Dorothea Lange