Escola Projetos Camões Concursos EFP Família Livros Opinião Mais

Click

Jornal Escolar AE Muralhas do Minho | 2023-2024


Valença: o tempo e o espaço da criança

Projetos | 26-01-2024

A exposição “Valença: o Tempo e o Espaço da Criança” celebra simultaneamente a Convenção sobre os Direitos da Criança e as conquistas do 25 de Abril.

Dois irmãos, no final da década de 1960

Cada época tem o seu próprio conceito do que é ser criança.
Na Antiguidade, Platão afirmava que a criança era inoperante e incapaz e, na Idade Moderna, Comenius considerava que uma criança educada era disciplinada, obediente e temente a Deus.
Só no século XX, a criança é consagrada como sujeito de direito. A Convenção sobre os Direitos da Criança determina que “criança é todo o ser humano menor de 18 anos, salvo se, nos termos da lei que lhe for aplicável, atingir maioridade mais cedo.”

Agosto de 1951, Friestas. Menina vestida com um trajo típico da freguesia

A seguir à instauração da ditadura do Estado Novo, a escolaridade obrigatória baixou de quatro para três anos e, durante um tempo, deixou de ser obrigatória para as raparigas.
A maioria das escolas e liceus mantinham separadas as turmas de rapazes das turmas de raparigas, sendo a maior parte dos liceus ou masculinos ou femininos.

Alunos do Colégio Português, em Valença

Antes do 25 de Abril, muitas crianças não tinham possibilidade de ir à escola e eram obrigadas a trabalhar – na construção civil, nos campos, nas fábricas, no serviço doméstico.

A Convenção sobre os Direitos da Criança, ratificada por Portugal em 21 de setembro de 1990, reconhece à criança o direito ao repouso e aos tempos livres, o direito de participar em jogos e actividades recreativas próprias da sua idade e de participar livremente na vida cultural e artística.

“This I want to believe implicitly: man was born for love and revolution.” – Osamu Dazai