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Jornal Escolar AE Muralhas do Minho | 2023-2024


Recreio de Laura Wandel

Tiago Barbosa, 11.º A | 05-12-2023

Neste filme, Nora, de 7 anos, e o seu irmão mais velho, Abel, regressam à escola. Quando Nora vê Abel a ser intimidado por outras crianças, apressa-se a protegê-lo alertando o pai. Mas Abel obriga-a a guardar segredo. Tomada por um conflito de lealdade, Nora acabará por tentar encontrar o seu lugar, dividida entre o mundo das crianças e o dos adultos.

A ação do filme acontece em ambiente escolar, principalmente no recreio, que pode ser visto como uma micro-sociedade formada pelos alunos. Na escola, há a questão da integração. Observamos este recreio ao longo de vários dias e apercebemo-nos de que há uma noção de territorialidade entre as crianças e grupos de amigos já selecionados. Num recreio, cada um tenta ocupar o seu lugar.

A infância é a época das primeiras descobertas, quando a vida e as relações são vividas de uma forma muito intensa. É neste período que se desenha e se constrói a nossa paisagem interior. O início da escola influencia essa paisagem, o que muitas vezes irá determinar a nossa visão do mundo na idade adulta. Além de se aprender a ler e a escrever, é sobretudo a relação com os outros que se explora.

Atualmente, assistimos a inúmeras situações parecidas, incluindo no nosso ambiente escolar, em que alunos são excluídos, em certos casos oprimidos e sofrem bullying por não se conseguirem integrar na comunidade escolar.

Tudo isto terá consequências, sendo estas reversíveis ou não, levando em casos extremos à depressão, baixa autoestima, medo e até suicídio.

Este tema é alvo de debate há décadas, em muitos países.

Penso que nunca iremos atingir um ponto em que esta divisão social entre estudantes e a existência de bullying sejam nulas, pois o bem e o mal sempre existiram e vão existir nas pessoas, e por muito que se façam campanhas de sensibilização, se tente educar os alunos da melhor maneira, a maior parte da educação vem de casa e também depende da personalidade do indivíduo. Logo, as escolas podem minimizar estes casos, mas nunca erradicá-los. Numa sociedade em constante crescimento e com a cada vez maior globalização, este problema necessita de muita atenção para vivermos em paz, harmonia e criar bons cidadãos para o futuro.

“I think the first duty of society is justice.” – Alexander Hamilton