Início Ambiente Cidadania Prémios EFP Escola Livros Opinião Saúde Mais

Escolapress

Jornal Escolar AE Muralhas do Minho | 2025-2026


Quem é o culpado?

Desafios | 05-03-2026

As histórias de mistério são fantásticas para desenvolver o raciocínio dedutivo e as competências de resolução de problemas.

O preso que escapou

Era uma vez um homem que tinha fugido de várias prisões. Não importava o local onde o prendessem, conseguia sempre escapar. Fugira de celas comuns, de celas individuais, das que ficavam nos andares superiores ou nas caves. Nada parecia ser suficiente para ele e havia quem já lhe chamasse O prisioneiro Houdini.
Um belo dia, decidiram recompensar o seu engenho e disseram-lhe que, se conseguisse escapar da próxima prisão, não o perseguiriam mais. Então, decidiram confiná-lo numa cela vazia: sem cama, sem lavatório, sem mesa. O chão era de terra e a janela tão alta, tão alta, que nunca poderia ser alcançada sem apoio. Deram-lhe dois dias para fugir, caso contrário, colocá-lo-iam numa cela sem janelas, sem porta, apenas com uma pequena abertura para lhe passarem a comida.
O preso ficou pensativo enquanto os guardas se afastavam. Quando voltaram, dois dias depois, a cela estava vazia. O homem tinha fugido e nunca mais foi preso. Como é que conseguiu?

O anel do capitão

Um navio japonês saiu do porto e seguiu viagem. O capitão decidiu inspecionar o sistema hidráulico, mas deixou o seu anel na cabine. Quando regressou, o anel tinha desaparecido.
O capitão era um homem muito perspicaz e astuto. Analisou durante algum tempo o que tinha acontecido e concluiu que o culpado só poderia ser um de três membros da tripulação. Reuniu-os e perguntou o que tinham feito durante os dez minutos em que tinha estado ausente.
O cozinheiro disse: “Estava na cozinha a preparar o jantar desta noite.”
O engenheiro disse: “Estava a trabalhar na sala das máquinas, a garantir que tudo funcionava sem problemas.”
O marinheiro disse: “Estava no mastro a corrigir a bandeira, porque alguém a tinha colocado ao contrário por engano.”
Assim que ouviu a explicação de cada um, o capitão soube imediatamente quem tinha roubado o anel. Como foi isso possível?

Soluções disponíveis na biblioteca escolar.

“There is nothing more deceptive than an obvious fact.” ― Arthur Conan Doyle