Escolapress
Jornal Escolar AE Muralhas do Minho | 2025-2026
O vosso voto conta!
Vitória Martins e Luana Tavares, 10.° C | 18-03-2026
A votação decorre no dia 24 de março, no polivalente da escola sede, entre as 8h30 e as 13h30.

No dia 10 de março, das 11 horas às 12h30, os alunos do 10.° A e 10.° C assistiram ao terceiro e último webinar do projeto “Miúdos a votos”. Este webinar teve como convidado João Tomé Pilão, adjunto do Gabinete do Ministro da Presidência.
Esta sessão tinha como objetivo falar da importância do voto e explicar como funcionam e decorrem as eleições, estando organizada em duas partes: na primeira, o convidado desenvolveu o tema mediante a resposta a dúvidas frequentes entre os jovens; na segunda parte, os ouvintes puderam fazer as suas próprias perguntas.
Apresentamos aqui um resumo adaptado da apresentação de João Tomé Pilão.
Porque é que existem eleições?
As eleições existem para proporcionar às pessoas a oportunidade de escolher o que consideram mais adequado aos seus interesses.
Porque é que o voto é secreto?
O voto é livre e secreto, garantindo que cada pessoa possa exercer a sua escolha sem sofrer influência de terceiros.
Porque é que não deve ficar uma pessoa na mesa de voto?
É ideal que haja um número ímpar de pessoas na mesa, para evitar empates nas decisões ou debates, facilitar a gestão do tempo e garantir que a urna permanece sempre aberta.
É possível corrigir o voto caso a pessoa se engane ao votar?
Sim. Caso a pessoa se engane ao votar, deve assinalar todos os livros com uma cruz, dobrar a cédula e entregá-la a um membro da mesa, informando que deseja outro voto. O primeiro voto será então anulado, e será fornecida uma nova cédula para que a pessoa possa votar corretamente. Ressalta-se que não será possível trocar o voto caso a cédula já tenha sido depositada na urna.
Como é feita a contagem dos votos?
As pessoas que compõem a mesa são
responsáveis pela contagem dos votos. Para que um voto seja considerado
válido, os dois traços do X devem estar dentro da caixa correspondente.
Caso o caderno eleitoral registre 12 votantes, mas apenas 11 cédulas
estejam na urna, somente esses 11 votos serão considerados na contagem.
***
No final da sessão, uma aluna teve a oportunidade de colocar algumas perguntas relevantes e interessantes, que tinha preparado com outras colegas, para o tema apresentado.
Quando o livro que estamos a analisar faz parte de uma saga, como, por exemplo, o Diário de um Banana, é permitido comentar sobre os outros livros da série ou devemos restringir-nos apenas ao livro em questão?
Deve restringir-se a análise apenas ao livro que está a concurso. Embora faça parte de uma saga, apenas a obra em competição deve ser comentada e avaliada.
Nós podemos votar em nós mesmos?
Em contexto escolar, não é costume votar em si próprio, por exemplo, para escolher o delegado de turma. Mas neste caso é possível, pois o voto deve refletir o livro que cada um considera o melhor. No contexto de “Miúdos a Votos”, podem votar no próprio livro, já que o objetivo não é votar em si mesmos, mas sim eleger a obra que julgam mais adequada.
Os professores e auxiliares vão poder votar?
Segundo a regra, apenas alunos estão autorizados a votar, caso não sejam alunos, não poderão participar da votação.
Pode-se votar em dois livros?
Caso sejam assinalados dois livros, o voto será considerado não válido.
Quando é que os elementos da mesa votam?
O voto pode ser exercido a partir da abertura da mesa.
A aluna também levantou a seguinte questão:
É melhor votar ou não votar?
A dúvida refere-se a saber se o ato de votar constitui um direito ou um dever. Embora não seja obrigatório votar, caso não se vote também não se pode contestar a escolha feita por outros em relação a um livro que venha a ser eleito.
Em síntese, o webinar constituiu uma experiência extremamente interessante e enriquecedora, ao possibilitar uma compreensão aprofundada sobre a importância do voto e o funcionamento das eleições. Através das explicações apresentadas, adquirimos maior conhecimento sobre as formas de participação dos cidadãos na vida democrática e a relevância do exercício consciente do direito de voto.
“Sleep is good, he said, and books are better.” – George R. R. Martin